quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Economia Mundial e a Globalização





          A globalização é o fenômeno mais recente da economia capitalista mundial. É o resultado da evolução da técnica e da ciência, da eficiência dos meios de transportes e comunicações e os diversos blocos econômicos regionais que, há pouco mais de uma década, estão em processo de consolidação. Caracteriza-se pela liberdade de circulação de mercadorias, capitais e serviços entre os países.
          Hoje, mais do que nunca, o mercado é controlado pelas grandes corporações multinacionais, que têm investimentos espalhados pelos cinco continentes, e o Estado acaba sendo um instrumento de expressão dessas corporações.
          O mundo globalizado definiu uma nova organização do espaço geográfico, com impacto em todas as regiões do mundo, ampliando as diferenças entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos e entre as classes sociais no interior de cada um deles. As conquistas técnicas e científicas promovidas por essa nova fase do capitalismo mundial ficaram fora do alcance de muitos.
          Diversos movimentos surgiram em todo o mundo, em razão das conseqüências negativas ocasionadas pela globalização, as quais atingiram todos os países, incluindo os desenvolvidos. Tais movimentos partem do princípio que as multinacionais conquistaram tanto poder que estão moldando o mundo segundo seus interesses econômicos. Várias empresas transnacionais têm mais poder do que alguns governos de alguns países exercendo grande influenciam nas decisões locais.
           Quando defendem seus interesses econômicos, os países desenvolvidos estão garantindo, sobretudo, espaço para a expansão das corporações multinacionais. Já os subdesenvolvidos disputam seus investimentos, abrindo seus mercados, reduzindo ou isentando o pagamento de impostos, doando terrenos com todas as estruturas necessárias como transportes, comunicação, saneamento, etc., para atrair a instalação de filiais dessas grandes corporações.
.

.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Resenha do Livro História da Redenção

Historia da Redenção O pecado se origina no céu com a rebelião de Lúcifer, começa o grande conflito. Deus cria o mundo perfeito para Adão e Eva que são feitos a imagem e semelhança do criador. Adão e Eva criados para serem felizes escolhem ceder à tentação de Satanás e desobedece a ordem de Deus. A alegria e contentamento dão lugar a tristeza, discórdia, desespero e o medo da sentença da morte lá no céu O Filho de Deus se oferece para sofrer a sentença da Santa Lei e resgatar a humanidade. Sete e Enoque tornam grandes exemplos de que é possível ser obedientes a Deus. O dilúvio representa o juízo de Deus sobre os ímpios e a salvação para os justos. Na suprema prova de fé Abraão oferece seu filho sem hesitar e Deus prove o cordeiro. Jacó engana seu irmão Esaú, mas depois se arrepende e é abençoado por Deus quando seu nome é mudado para Israel. Seus filhos herdam e as promessas as bênçãos. Os filhos de Israel são escravos no Egito porem Deus os liberta e os leva até Canaã. Na jornada pelo deserto, ensina o povo sobre o plano da redenção através do santuário. Após a morte de Moises o povo entra na terra prometida sob a liderança de Josué. É vista a glória de Deus sobre a arca onde estavam Os Dez Mandamentos, entretanto pela desobediência de Israel o templo é destruído e homens piedosos escondem a arca em uma caverna para nunca mais ser encontrada. O nascimento de Cristo é saudado anjos celestiais. Após seu batismo Jesus é tentado por Satanás, porém, Ele vence o inimigo e dá inicio o seu ministério terrestre. Durante seu ministério prega o reino e alivia o sofrimento de muitos. Na traição, julgamento e crucificação de Cristo, seres humanos são usados por Satanás para fazer com que o filho de Deus murmure mais Ele não faz. O sol recusa contemplar a sena, em meio às trevas e a separação do Pai Jesus clama Esta Consumado. O reino do pecado é finalmente derrotado. A ressurreição trouxe e esperança para aqueles discípulos tristes após a morte de Jesus. Seguem-se grandes milagres realizados pelos discípulos pela presença do Espírito Santo. Deus chama Saulo no caminho de damasco o transforma em discípulos dos gentios. Os discípulos são chamados de cristãos e o evangelho é levado para todo o mundo conhecido. Pedro e Paulo terminam seus ministérios com martírio Pedro é crucificado e Paulo, decapitado Mesmo coma morte de muitos cristãos e o Evangelho continua a ser espalhado sobre a Terra. Satanás formulou planos para deter o evangelho unindo pagãos e cristãos nominais. A inquisição trouxe perseguição e morte, mas Deus levantou os reformadores. As reformas progrediram com Lutero e Calvino, porém era preciso restaurar outras verdades. São dadas ao mundo a primeira mensagem angélica advertindo-o para a chegada do juízo. Na segunda mensagem a queda das igrejas apostas é anunciada. O clamor da meia noite “aí vem o Esposo” é apregoado e muito não crêem. As verdades do santuário e revelada e as profecias de Daniel 8:14 e compreendida.A terceira mensagem abrange a justiça pela Fé e restauração da verdade sobre o sábado. É apresentada a visão para não mexer um alfinete das mensagens dos três anjos. A igreja é instada a voltar a Bíblia como nossa única salvaguarda. Quando Satanás utilizando-se do espiritismo dissemina seu engano sobre a imortalidade da alma. Deus dá o seu poder através do Alto Clamor e a última mensagem chega a cada lugar na Terra. Após o fim do tempo da graça e o tempo de angustia virá o grande livramento para os fiéis com a volta gloriosa do Senhor Jesus. Os ímpios permanecerão mortos durante o milênio, mas ao final do milênio Jesus regressa com seus santos e a Nova Jerusalém  para executar a sentença dos ímpios até que Satanás reúne os perdidos para lutar conta o Rei do Céu fogo cai sobre eles e os destroem. O fogo que destrói os ímpios purifica a Terra para ser a eterna morada dos santos. Não há mais pecado nem mais pecadores em todo o universo, o grande conflito chega o fim.

quarta-feira, 4 de abril de 2012


Raízes de Rondônia
É bastante difícil determinar qual foi o primeiro europeu que chegou às terras amazônicas, atravessou as matas ou se instalou em Rondônia.
Ao que tudo indica foram expedições espanholas que chegaram primeiro a Amazônia. Teria sido Vicente Yaffez Pinzôn que, nos primeiros meses de 1500, chegou à foz do rio amazonas, por ele chamado de Mar Doce (mar dulce). Em 1541, vindo de oeste para leste Francisco Orellana desceu o rio em direção ao mar, no que foi repetido por Pedro de Ursa e Lope Aguirre.
Do lado português o primeiro a se aventurar pelas brenhas amazônicas teria sido Pedro Texeira, em 1641, fazendo a demarcação do território português. Na região rondoniense a primeira expedição de que se tem noticia é a de Raposo Tavares, saindo de São Paulo em 1647 e chegando a Belém em 1650. Depois disso, em 1722, Francisco Melo Palheta ajudou a definir o território português saindo do Pará, passando pelo Amazonas, Madeira, Guaporé e Mamoré. Em 1742 Manoel Felix de Lima, partindo do Mato Grosso teria chegado ao Pará, mostrando à coroa portuguesa que o caminho de ligação entre as minas do Guaporé e o Grão-Pará eram mais seguras pelo rio Madeira. Na pratica essas expedições anularam o tratado de Tordesilhas.
Entre 1737-43 uma missão cientifica, da França, chefiada por Charles M. de la Cordomine, visitou a região. Entre 1783-92 uma missão portuguesa também visitou a região, no que se chamou de missão filosófica. O objetivo dessas missões "científicas" era encontrar ouro, mas só aumentaram o mito do "el dorado", visto não terem encontrado nenhum vestígio de ouro.
As expedições em busca de ouro e de índios para escravizar ampliaram as fronteiras portuguesas, mas também geraram sérios problemas diplomáticos. Principalmente depois da restauração do Reino Português, logo após o fim da União Ibérica. Os portugueses haviam aproveitado o período da União para avançarem para além da linha de Tordesilhas e, com isso ampliado o território português..
Antes da descoberta, Portugal e Espanha já haviam definido as fronteiras. Primeiro o Tratado de Alcaçovas (1481) definia como portugueses as terras descobertas para oeste e abaixo das ilhas Canárias. A Bula Inter Coetera (1493) definiu a fronteira a 100 léguas a oeste de Açores e Cabo Verde. Não contente Portugal, força a assinatura do Tratado de Tordesilhas (1494), a fim de assegurar posses em terras descobertas no Atlântico.
Em 1713 Portugal assinou com a França e a Espanha o primeiro tratado de Utrech (o segundo tratado definiu fronteiras ao sul, na região de Sacramento (1715) e na região Oiapoque, definindo o Amapá como território brasileiro). Isso facilitou a penetração portuguesa na região Amazônica. Somente em 1750, com a revogação do Tratado de Tordesilhas, pelo Tratado de Madri e valendo-se do principio de Uti Possidetis de Facto, é que findaram os problemas que se iniciaram com a penetração de bandeirantes e com o avanço do tempo da União Ibérica (1580-1640). Como ainda permaneciam abertas algumas questões de fronteira, em 1777 foi assinado o tratado de Santo Ildefonso, estabelecendo as fronteiras no Rio Guaporé-Mamoré.
Mas antes disso, em 1559, holandeses se estabeleceram com fortificações no encontro do Xingu com Amazonas quando fizeram contato com os índios e mantiveram plantios de cana-de-açúcar e tabaco. Em 1610 encontraremos fortificações inglesas na foz do amazonas. Em 1612-15 os portugueses lutaram contra os franceses no Maranhão. Essa é a razão pela qual Francisco Caldeira C. de Barros fundou o Forte Presépio, originando a cidade de Belém. Em 1624 foi criado o estado do Maranhão e Grão-Pará. E com Pedro Texeira foi firmada e consolidada a presença portuguesa na região norte.
Esses tratados e avanços dos bandeirantes definiram fronteiras, mas a ocupação de fato só passou a acontecer com o estabelecimento de missões religiosas, principalmente as dos jesuítas e ação do padre João Sampaio que em 1728 fundou um núcleo entre as cachoeiras de Santo Antônio e a foz do Rio Jamari. Antes disso, em 1669-72 os padres Manoel Pires e Garzoni Fizeram contato com os tupinambaras e fundaram uma aldeia perto da foz do rio Madeira, originando a localidade de Parentins. Essa presença Jesuítica se deu tanto do lado Português como espanhol. A constatação da presença dos religiosos foi feita pela expedição de Palheta.
Em 1734 os irmãos Arthur e Fernando Paes Barros encontram ouro no vale do Guaporé, fato que atraiu muita gente. Em função disso a coroa mandou D. Antônio Rolim de Moura para ocupar a região. Dessa missão nasceu o distrito de Pouso Alegre (1743) que 3 anos depois passaria à categoria de município com o nome de Vila Bela da Santíssima Trindade. Essa localidade veio a ser a capital da então capitania do Mato Grosso criada em 1748 e instada por Rolim de Moura em 1752. entretanto a mineração não foi frutuosa na região do Madeira-Guaporé-Mamoré, como se pode constatar pela ausência de povoações que tivessem se formado e permanecido ao redor de pontos de mineração. Ou seja, nos tempos coloniais, a mineração na região de Rondônia não foi significativa.
A presença castelhana na região amazônica ameaçava a soberania portuguesa e por essa razão em 1733 um alvará real proibia a navegação no rio Madeira. Somente em 1759 o conde Rolim de Moura ordenou ao juiz de fora Teotônio Gusmão a fundação do povoado de Nossa Senhora da Boa Viagem do Salto Grande (cachoeira do Teotônio). As relações entre Portugal e Espanha, por causa das fronteiras, e das riquezas que se sonhava presentes na região, sempre foi animosa, pois ambas as nações avançaram pelo território da outra. Essa é uma das explicações das varias fortificações que se podem ver ao longo da fronteira oeste brasileira. Cabendo um destaque para o forte Príncipe da Beira, (projetado por Domingos Sambucetti, que morreu de malária em 1780) edificado entre 1776 e 1783, mas, a bem da verdade, nunca concluído. Essa obra, como mais tarde a EFMM, custou inúmeras vidas colhidas pela fome, febres, epidemias e por ataques de índios.

Entre em contato conosco.