domingo, 21 de outubro de 2012

sábado, 20 de outubro de 2012

O álcool e o moço

Moço novo, sem esperança, há pouco era uma criança. Roupa bem suja, quase não é notado por quem passa. Seu olhar no vazio é de total e cruel abandono, um pobre coitado. Pele queimada do sol, garrafa de cachaça na mão. Os ébrios perdidos são a sua Família e seus irmãos. Mas eu me lembro dele, moço de bem, trabalhador... Agora anda triste carrega em sua face expressão da dor. Não é feio, se perdeu no meio de uma sociedade discriminatória. Onde o descaso psíquico assola e prejudica muita gente em sua breve trajetória. Mas ele sorri quando se embriaga na praça!!! Quando me vê se esconde, fica meio sem graça. De onde vem essa falta de querer ir à luta? Pra onde vai o moço, um ser como eu que por um motivo ou outro ninguém mais escuta? W.Marques

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O GPS de Deus

O Senhor é justo e bom e por isso mostra aos pecadores o caminho que devem seguir. Salmo 25:8 NTLH . Para o fim de semana de Ação de Graças, meu esposo e eu planejamos uma viagem de Toronto, Canadá, para visitar minha mãe em Nashville, Tennessee. Resolvemos atravessar a fronteira no Lago Huron, em vez de passar por Windsor, como normalmente fazemos, já que cruzar a fronteira ali seria um pouco mais rápido. Como não conhecíamos muito bem esse roteiro, e o percurso seria de mais de 1.120 quilômetros, decidimos usar nosso novo GPS. A princípio, tudo correu bem. Era uma bela manhã de outono e o céu e o ar estavam claros. As folhas das árvores ao longo do caminho apresentavam uma riqueza de cores diferentes: laranja, amarelo e marrom. Isso fez com que a viagem fosse repousante e, ao mesmo tempo, espetacular. Cruzar a fronteira não trouxe problema, e tudo foi bem até chegarmos a Detroit, onde encontramos um bocado de desvios e obras na estrada. Entendemos que, se seguíssemos as placas de desvio ou déssemos uma volta errada, o GPS recalcularia a posição e nos daria uma rota alternativa para seguir. Infelizmente, nossa confiança no GPS foi fraca. Em vez disso, confiamos em nosso julgamento, e o resultado foi o caos. Ficamos perdidos e passamos a andar em círculos. Desesperados, e percebendo que o tempo passava muito rapidamente, decidimos confiar no GPS e ver o que aconteceria. O resultado? Você adivinhou: Encontramo-nos outra vez no rumo certo. Pensar nessa viagem me fez refletir sobre o Livro de Deus, a Bíblia. Ela é o GPS de Deus para nós. Nela, Deus nos deu a direção para nossa jornada pela vida, incluindo as armadilhas a evitar. Mas muitas vezes deixamos de confiar em Suas instruções para seguir nosso próprio caminho. Os resultados podem ser tempo desperdiçado, amargo desapontamento, tristeza e infelicidade. Com demasiada frequência, é somente quando não temos mais para onde ir que nos lembramos do GPS de Deus, no qual encontramos as instruções para a nossa felicidade na jornada desta vida, mesmo que o caminho seja difícil. Pai celestial, ajuda-nos a realmente confiar em Tua Palavra. Graças Te damos porque estás sempre ao nosso dispor, para auxiliar-nos a retomar o caminho certo quando tentamos seguir o nosso próprio. Marion Newman Chin

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Estrada de Ferro Madeira Mamoré




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A ocupação do Vale do Guaporé pelos portugueses, e mais tarde, o alto preço da borracha no mercado mundial, levou toda a região do alto Madeira e Mamoré a intensificar a produção da colheita do látex. Por outro lado, era já um sonho antigo a ligação do Mato Grosso (Vila Bela) com o Atlântico, pelos dos rios Guaporé, Mamoré, Madeira e Amazonas. A Bolívia, que fazia parte do território de Charcas, após a guerra pela independência, perdeu para o Peru a saída que tinha para o mar, nascendo daí o interesse em chegar ao Atlântico, pelos rios brasileiros.
    As cachoeiras do rio Madeira eram as grandes dificuldades naturais para o escoamento da produção comercial do Brasil e da Bolívia, pelos rios da região que agora, com o Tratado da Amizade, Limites, Navegação, Comércio e Extradição, promulgado em 27 de março de 1867, dava à Bolívia o direito de, pelos rios brasileiros, chegar com seus produtos até o Atlântico.

   A idéia de se construir uma ferrovia partiu do general boliviano Quentin Quevedo e do engenheiro brasileiro João Martins da Silva Coutinho, o primeiro descendo o rio Madeira em 1861, e o segundo subindo o rio no mesmo ano, por determinação do presidente da província do Amazonas e de cujo relatório consta que:

   “Da primeira a última cachoeira há 70 léguas, segundo o major Serra. O melhor meio de transpor esse obstáculo é abrir uma estrada que ligue os dois pontos extremos, pela margem direita. A estrada pode vir a ter 50 léguas, em conseqüência da grande curva que descreve o rio ao poente. Da última cachoeira à Vila Bela podem navegar vapores que demandem de seis a sete palmos d’água. No caso de construir-se uma estrada de ferro para vencer as cachoeiras a viagem da Corte ( Rio de Janeiro ) à Vila Bela podia ser feita em um mês”.

    Por ordem do imperador Dom Pedro II, em 27.03.l867, foi criada a comissão chefiada por Fraz Keller para fazer os estudos preliminares para a construção de uma ferrovia na área das cachoeiras. Enquanto isso, no México, Quentin Quevedo veio conhecer George Earl Church que se interessou por seu projeto para construir a ferrovia.

    Após conseguir o aval do governo boliviano e a permissão brasileira para a construção, Church, na Inglaterra, conseguiu financiar o seu projeto com a condição de que a firma inglesa Public Works fosse a empresa construtora.

    No dia 26 de junho de 1872, vinte e cinco engenheiros ingleses com grande quantidade de material, desembarcaram em Santo Antônio do Madeira, que seria o ponto inicial da ferrovia. Um ano depois, em 09.07.1873, os ingleses abandonaram tudo ao relento, vencidos pelas doenças que assolavam a região, sem haver assentado um único trilho.

    Para tentar restabelecer a confiança no empreendimento, Church tenta conseguir uma empresa que com recursos próprios, iniciasse os trabalhos e implantasse os primeiros quilômetros da ferrovia. Essa firma seria a Dorsay & Caldwell, empresa americana, que assinou o contrato em 17 de setembro de 1873, comprometendo-se a implantar os 15 primeiros quilômetros da ferrovia com o material já existente em Santo Antônio, deixado pela Public Works.

    Em fins de janeiro de 1874, um engenheiro, um ajudante e dez trabalhadores, chegavam a Santo Antônio, para voltar, poucos dias depois, doentes e apavorados pela morte de um dos trabalhadores e a empresa Dorsay & Caldwell, transfere a concessão para a construção da ferrovia à empresa empreiteira de Londres, a Reed Bross. & Co.
    "No dia 24 de janeiro de 1874, chegaram a Manaus um engenheiro, um ajudante de engenheiro e dez trabalhadores, todos norte – americanos, enviados pela firma Dorsay & Caldwell. Imediatamente seguiram para Santo Antônio, onde iriam tomar as medidas necessárias para o início dos trabalhos"
A informação prossegue do seguinte modo:
    "Vendo-os transitar de volta para os Estados Unidos, o engenheiro Souza ( Antônio Alvares dos Santos Souza) registrou no seu diário, de maneira lacônica:
"...regressaram com falta de um, por ter falecido."
     Em agosto de 1875, a demanda judicial no tribunal inglês favorecia as aspirações de Church que tentou, junto À Reed Bross & Co., Iniciar os trabalhos, no entanto a empresa inglesa não demonstrou o menor interesse no negócio, por isso, em 18 de janeiro de 1877, Church anula o contrato com a empresa, indenizando-a em 25.000 libras, e parte para os Estados Unidos, desesperado, para reiniciar os trabalhos e provar que a Public Works não tinha razão quando declarou nos tribunais de Londres que a construção da ferrovia era uma missão impossível de ser realizada.

    O processo judicial movido contra a Madeira - Mamoré Railway Co. Ltda. favorecia os sonhos de Church; bastava que ele conseguisse uma empresa que, com recursos próprios, iniciasse a implantação da ferrovia, para que o dinheiro retido nos tribunais londrinos fosse liberado, em parcelas, de acordo com o andamento dos trabalhos.

    Na Filadélfia, Church conhece Franklin B. Gowen, presidente da Philadelphia and Reading Coal and Iron Co., que previu a possibilidade de fornecer por meio de sua Companhia, o material necessário para a implantação da ferrovia, leva Church até os irmãos Phillip e Thomas Collins e o contrato entre a P.&T. Collins e a Madeira — Mamoré Railway Co. é assinado em 25 de outubro de 1877.

    Os jornais americanos fizeram uma campanha maciça de divulgação, mostrando a competência da nação que ia implantar em plena selva amazônica uma estrada de ferro, e mostrar ao mundo as belezas do paraíso terrestre. Tudo era preparado em clima de festa, como se a grande tarefa não passasse de um piquenique que viriam fazer na floresta tropical.

    A partida se deu do porto da Filadélfia, no dia 4 de janeiro de 1878 e foi em clima de festa que o vapor Mercedita deixou o cais naquela noite, levando no seu bojo, 54 engenheiros que representavam a nata da engenharia americana na construção de ferrovias, grupo igual nunca antes reunido em empreitada desse tipo, além dos demais componentes da equipe, no total de 227 pessoas, o Mercedita transportava, ainda, 200 toneladas de máquinas e ferramentas e 350 toneladas de carvão mineral.
     Em Belém, o grupo dividiu-se em dois e a primeira turma chegou a Santo Antônio no dia 19 de fevereiro no vapor Arari, fretado pela Companhia, e no dia 7 de março, rebocado pelo Arari, chega o Mercedita com o restante do pessoal.
   Além do Mercedita, outro navio, o Metrópolis, que também saiu do porto da Filadélfia, naufragou na praia de Currituck, onde foram recolhidos 80 mortos, dos duzentos e quarenta e seis passageiros embarcados, além de perder todo o material que transportava.

    A insalubridade de “Santo Antônio, o lugar onde o diabo perdeu as botas”, aliada à falta de alimentação começaram a fazer as suas vítimas. No dia 23 de março, Thomas Collins chega a Santo Antônio e começam a construção de uma serraria, um armazém, duas residências e é iniciado, também, o “Casarão” que ainda hoje pode ser visto em Santo Antônio.

    Entre os trabalhadores trazidos por Thomas Collins vieram 218 italianos, que aqui passaram a exigir salários iguais aos americanos e irlandeses que faziam parte de uma turma de funcionários qualificados. Como não conseguiram seu intento, rebelaram-se. Thomas Collins prendeu e deportou para Manaus os líderes do movimento. Alguns desceram o rio Madeira em jangadas e 75 deles fugiram pela mata em direção à Bolívia, sem nenhum instrumento, e nunca mais se teve notícia deles.
    A partir de maio, praticamente todo o pessoal estava doente por causa da má alimentação e falta de medicamentos. A situação foi se agravando e em agosto, término do contrato, praticamente todo o pessoal abandonou o trabalho.

    Em julho, a situação se agravou e apesar de estar decretada a falência da empresa, Thomas Collins não perdia o entusiasmo. Em setembro, com a chegada de 400 nordestinos vindos do Ceará, sobreviventes da grande seca e da peste de 1877, o trabalho continua, no entanto, os nordestinos “morriam como moscas” e Santo Antônio era a imagem da desolação.

    A partir de janeiro de 1879, não havia mais o que fazer. Os poucos americanos que resistiam estavam doentes e famintos. Mister Collins e George Gray foram atacados pelos índios e, apesar de flechados, escaparam com vida por milagre. Finalmente, no dia 19 de agosto de 1879, os últimos sobreviventes deixam Santo Antônio, abandonando tudo, deixando de positivo apenas sete quilômetros de trilhos assentados e o levantamento topográfico de cento e dez quilômetros.

    Três anos depois, por ordem do imperador do Brasil, foi criada em 25.11.1882, uma comissão chefiada pelo engenheiro Carlos Alberto Morsing, destinada a fazer o levantamento para a construção da ferrovia. A sua chegada a Santo Antônio aconteceu em 19 de março de 1883.

    Pouco tempo depois, vários membros da Comissão encontravam-se doentes, inclusive Carlos Morsing, que viaja para tratamento de saúde, deixando na chefia o Engº Júlio Pinkas que consegue resistir até o dia 19 de agosto desse mesmo ano quando viaja para Manaus com os demais sobreviventes.

    Carlos Morsing retorna, chegando a Manaus no dia 4 de setembro, termina o levantamento e apresenta o seu relatório que foi contestado pelo Engº Pinkas. Diante disso, o governo determina que Carlos Morsing volte e refaça o seu trabalho.

    Carlos Morsing se recusa e Pinkas é nomeado o novo chefe da comissão, cujo resultado final também foi contestado pelos engenheiros que tinham em Carlos Morsing um exemplo de competência.

    Com a assinatura do Tratado de Petrópolis em 17 de novembro de 1903, entre a Bolívia e o Brasil, agora sob o regime republicano, para resolver os problemas de fronteira entre os dois países. Com o incidente do Acre, o governo brasileiro obriga-se a construir uma ferrovia em território brasileiro no trajeto entre Santo Antônio, no rio Madeira até Guajará-Mirim, no rio Mamoré.

    A concorrência foi vencida pelo Engº Joaquim Catramby que, mais tarde, vendeu-a a Percival Farquar.

    Embora Santo Antônio já fosse um pequeno povoado, os americanos resolveram, por várias razões, iniciar a construção da ferrovia, sete quilômetros abaixo de Santo Antônio, no lugar denominado Porto Velho, levando com isso o governo brasileiro a renegociar a cláusula VII do Tratado de Petrópolis.

    Farquar criou a Madeira Mamoré Railway Co. e por meio dela contrata os serviços da empresa May & Jakyll que depois junta-se a John Randolph, formando assim a May Jakyll & Randolph, responsável pela construção. Os trabalhos seriam supervisionados pela Madeira – Mamoré Railway Co. Saíram de New York em 6 de maio de 1907 e chegaram a Santo Antônio em 20 de junho do mesmo ano.

    Naquele ano fizeram o levantamento do acervo deixado pela P.& T. Collins, foi construído o hospital da Candelária e os serviços de frente já se encontravam adiantados. No entanto, as doenças já faziam as suas primeiras vítimas e o relatório do hospital, naquele ano, registrava o falecimento de seis pessoas.

    No final de 1909, a ferrovia já contava com 74 quilômetros construídos e Farquar consegue junto ao governo brasileiro, o arrendamento da ferrovia e de vários seringais, pelo prazo de 60 anos. Em dezembro desse ano, Rondon chegava a Porto Velho, concluindo a trilha para a implantação da linha telegráfica, Cuiabá – Santo Antônio.

    No ano de 1910, Osvaldo Cruz e Belisário Pena estiveram no local da construção da ferrovia, para estudar uma maneira de fazer o saneamento da área e, também nesse ano, os trilhos chegavam à cachoeira de Três Irmãos.

    No dia 7 de setembro de 1911, os trabalhos de implantação da ferrovia chegam a Abunã e, em 31 de abril do ano seguinte, atinge Guajará – Mirim, sendo inaugurada no dia 1º de agosto.

    Dos homens contratados pela empresa construtora, num total de 21.8l7, haviam falecido 1522 durante o período da construção.
    A Estrada de Ferro Madeira – Mamoré estava concluída, no entanto a Bolívia, nesse ano, já chegava ao Pacífico por duas ferrovias e estava sendo concluída a sua ligação com o Atlântico, pela Argentina. O canal do Panamá estaria concluído dentro de três anos e, com isso, a Madeira – Mamoré só daria lucro nos dois primeiros anos de atividades, pois a produção ordenada dos seringais do Oriente fariam cair o preço da borracha no comércio internacional.

    A grande recessão mundial, que começou em 1914, levou Percival Farquar à falência em 1919 e, só então, os investidores ingleses e canadenses que tinham recursos administrados por Farquar, verificaram que o dinheiro de suas ações havia sido utilizado para a constituição da Empresa Madeira – Mamoré Railway Co., e por força do contrato de concessão firmado com o governo Brasileiro foram obrigados a assumir a administração da ferrovia, o que fizeram durante doze anos.

    Em 30 de junho de 1931, os ingleses pararam as atividades da ferrovia durante 8 dias, e, com isso, o contrato foi rompido. Foi assim que, no dia 10 de julho de 1931, por determinação do Presidente Getúlio Vargas, Aluízio Pinheiro Ferreira, assume a direção da ferrovia, no entanto, somente em 5 de abril de 1937, o contrato foi oficialmente rescindido com o pagamento do acervo construído pela Madeira – Mamoré Railway Co.

    Em 1966, depois de 54 anos de atividades, praticamente acumulando prejuízos durante todo esse tempo, o Presidente da República, Humberto de Alencar Castelo Branco, em 25 de maio de 1966, determina a erradicação da Estrada de Ferro Madeira – Mamoré que seria substituída por uma rodovia. Em 10 de julho de 1972, as máquinas apitaram pela última vez e, a partir daí, o abandono foi total até, que em 1979, o acervo começou a ser vendido como sucata para uma siderúrgica de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

  Com a mobilização popular, o empenho de Associações Paulistas ligadas à preservação ferroviária e do Governador Jorge Teixeira de Oliveira, a venda foi suspensa.

    A Fundação Pró – Memória realizou um seminário em Porto Velho, de 26 a 29 de novembro de 1980, resultando na reativação da ferrovia em um trecho de 7 quilômetros, entre Porto Velho e Santo Antônio, inaugurado no dia 5 de maio de 1981. Hoje o trecho recuperado atinge a vila de Teotônio, no quilômetro 25 mas, por falta de recursos para manutenção, o trem trafega apenas no primeiro trecho, mesmo assim, precariamente.

    A história da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, através da adaptação do livro Mad Maria, de Márcio Souza, foi transformada em mini série pela Rede Globo de Televisão e levada ao ar no início de 2005.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Economia Mundial e a Globalização





          A globalização é o fenômeno mais recente da economia capitalista mundial. É o resultado da evolução da técnica e da ciência, da eficiência dos meios de transportes e comunicações e os diversos blocos econômicos regionais que, há pouco mais de uma década, estão em processo de consolidação. Caracteriza-se pela liberdade de circulação de mercadorias, capitais e serviços entre os países.
          Hoje, mais do que nunca, o mercado é controlado pelas grandes corporações multinacionais, que têm investimentos espalhados pelos cinco continentes, e o Estado acaba sendo um instrumento de expressão dessas corporações.
          O mundo globalizado definiu uma nova organização do espaço geográfico, com impacto em todas as regiões do mundo, ampliando as diferenças entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos e entre as classes sociais no interior de cada um deles. As conquistas técnicas e científicas promovidas por essa nova fase do capitalismo mundial ficaram fora do alcance de muitos.
          Diversos movimentos surgiram em todo o mundo, em razão das conseqüências negativas ocasionadas pela globalização, as quais atingiram todos os países, incluindo os desenvolvidos. Tais movimentos partem do princípio que as multinacionais conquistaram tanto poder que estão moldando o mundo segundo seus interesses econômicos. Várias empresas transnacionais têm mais poder do que alguns governos de alguns países exercendo grande influenciam nas decisões locais.
           Quando defendem seus interesses econômicos, os países desenvolvidos estão garantindo, sobretudo, espaço para a expansão das corporações multinacionais. Já os subdesenvolvidos disputam seus investimentos, abrindo seus mercados, reduzindo ou isentando o pagamento de impostos, doando terrenos com todas as estruturas necessárias como transportes, comunicação, saneamento, etc., para atrair a instalação de filiais dessas grandes corporações.
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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Resenha do Livro História da Redenção

Historia da Redenção O pecado se origina no céu com a rebelião de Lúcifer, começa o grande conflito. Deus cria o mundo perfeito para Adão e Eva que são feitos a imagem e semelhança do criador. Adão e Eva criados para serem felizes escolhem ceder à tentação de Satanás e desobedece a ordem de Deus. A alegria e contentamento dão lugar a tristeza, discórdia, desespero e o medo da sentença da morte lá no céu O Filho de Deus se oferece para sofrer a sentença da Santa Lei e resgatar a humanidade. Sete e Enoque tornam grandes exemplos de que é possível ser obedientes a Deus. O dilúvio representa o juízo de Deus sobre os ímpios e a salvação para os justos. Na suprema prova de fé Abraão oferece seu filho sem hesitar e Deus prove o cordeiro. Jacó engana seu irmão Esaú, mas depois se arrepende e é abençoado por Deus quando seu nome é mudado para Israel. Seus filhos herdam e as promessas as bênçãos. Os filhos de Israel são escravos no Egito porem Deus os liberta e os leva até Canaã. Na jornada pelo deserto, ensina o povo sobre o plano da redenção através do santuário. Após a morte de Moises o povo entra na terra prometida sob a liderança de Josué. É vista a glória de Deus sobre a arca onde estavam Os Dez Mandamentos, entretanto pela desobediência de Israel o templo é destruído e homens piedosos escondem a arca em uma caverna para nunca mais ser encontrada. O nascimento de Cristo é saudado anjos celestiais. Após seu batismo Jesus é tentado por Satanás, porém, Ele vence o inimigo e dá inicio o seu ministério terrestre. Durante seu ministério prega o reino e alivia o sofrimento de muitos. Na traição, julgamento e crucificação de Cristo, seres humanos são usados por Satanás para fazer com que o filho de Deus murmure mais Ele não faz. O sol recusa contemplar a sena, em meio às trevas e a separação do Pai Jesus clama Esta Consumado. O reino do pecado é finalmente derrotado. A ressurreição trouxe e esperança para aqueles discípulos tristes após a morte de Jesus. Seguem-se grandes milagres realizados pelos discípulos pela presença do Espírito Santo. Deus chama Saulo no caminho de damasco o transforma em discípulos dos gentios. Os discípulos são chamados de cristãos e o evangelho é levado para todo o mundo conhecido. Pedro e Paulo terminam seus ministérios com martírio Pedro é crucificado e Paulo, decapitado Mesmo coma morte de muitos cristãos e o Evangelho continua a ser espalhado sobre a Terra. Satanás formulou planos para deter o evangelho unindo pagãos e cristãos nominais. A inquisição trouxe perseguição e morte, mas Deus levantou os reformadores. As reformas progrediram com Lutero e Calvino, porém era preciso restaurar outras verdades. São dadas ao mundo a primeira mensagem angélica advertindo-o para a chegada do juízo. Na segunda mensagem a queda das igrejas apostas é anunciada. O clamor da meia noite “aí vem o Esposo” é apregoado e muito não crêem. As verdades do santuário e revelada e as profecias de Daniel 8:14 e compreendida.A terceira mensagem abrange a justiça pela Fé e restauração da verdade sobre o sábado. É apresentada a visão para não mexer um alfinete das mensagens dos três anjos. A igreja é instada a voltar a Bíblia como nossa única salvaguarda. Quando Satanás utilizando-se do espiritismo dissemina seu engano sobre a imortalidade da alma. Deus dá o seu poder através do Alto Clamor e a última mensagem chega a cada lugar na Terra. Após o fim do tempo da graça e o tempo de angustia virá o grande livramento para os fiéis com a volta gloriosa do Senhor Jesus. Os ímpios permanecerão mortos durante o milênio, mas ao final do milênio Jesus regressa com seus santos e a Nova Jerusalém  para executar a sentença dos ímpios até que Satanás reúne os perdidos para lutar conta o Rei do Céu fogo cai sobre eles e os destroem. O fogo que destrói os ímpios purifica a Terra para ser a eterna morada dos santos. Não há mais pecado nem mais pecadores em todo o universo, o grande conflito chega o fim.

quarta-feira, 4 de abril de 2012


Raízes de Rondônia
É bastante difícil determinar qual foi o primeiro europeu que chegou às terras amazônicas, atravessou as matas ou se instalou em Rondônia.
Ao que tudo indica foram expedições espanholas que chegaram primeiro a Amazônia. Teria sido Vicente Yaffez Pinzôn que, nos primeiros meses de 1500, chegou à foz do rio amazonas, por ele chamado de Mar Doce (mar dulce). Em 1541, vindo de oeste para leste Francisco Orellana desceu o rio em direção ao mar, no que foi repetido por Pedro de Ursa e Lope Aguirre.
Do lado português o primeiro a se aventurar pelas brenhas amazônicas teria sido Pedro Texeira, em 1641, fazendo a demarcação do território português. Na região rondoniense a primeira expedição de que se tem noticia é a de Raposo Tavares, saindo de São Paulo em 1647 e chegando a Belém em 1650. Depois disso, em 1722, Francisco Melo Palheta ajudou a definir o território português saindo do Pará, passando pelo Amazonas, Madeira, Guaporé e Mamoré. Em 1742 Manoel Felix de Lima, partindo do Mato Grosso teria chegado ao Pará, mostrando à coroa portuguesa que o caminho de ligação entre as minas do Guaporé e o Grão-Pará eram mais seguras pelo rio Madeira. Na pratica essas expedições anularam o tratado de Tordesilhas.
Entre 1737-43 uma missão cientifica, da França, chefiada por Charles M. de la Cordomine, visitou a região. Entre 1783-92 uma missão portuguesa também visitou a região, no que se chamou de missão filosófica. O objetivo dessas missões "científicas" era encontrar ouro, mas só aumentaram o mito do "el dorado", visto não terem encontrado nenhum vestígio de ouro.
As expedições em busca de ouro e de índios para escravizar ampliaram as fronteiras portuguesas, mas também geraram sérios problemas diplomáticos. Principalmente depois da restauração do Reino Português, logo após o fim da União Ibérica. Os portugueses haviam aproveitado o período da União para avançarem para além da linha de Tordesilhas e, com isso ampliado o território português..
Antes da descoberta, Portugal e Espanha já haviam definido as fronteiras. Primeiro o Tratado de Alcaçovas (1481) definia como portugueses as terras descobertas para oeste e abaixo das ilhas Canárias. A Bula Inter Coetera (1493) definiu a fronteira a 100 léguas a oeste de Açores e Cabo Verde. Não contente Portugal, força a assinatura do Tratado de Tordesilhas (1494), a fim de assegurar posses em terras descobertas no Atlântico.
Em 1713 Portugal assinou com a França e a Espanha o primeiro tratado de Utrech (o segundo tratado definiu fronteiras ao sul, na região de Sacramento (1715) e na região Oiapoque, definindo o Amapá como território brasileiro). Isso facilitou a penetração portuguesa na região Amazônica. Somente em 1750, com a revogação do Tratado de Tordesilhas, pelo Tratado de Madri e valendo-se do principio de Uti Possidetis de Facto, é que findaram os problemas que se iniciaram com a penetração de bandeirantes e com o avanço do tempo da União Ibérica (1580-1640). Como ainda permaneciam abertas algumas questões de fronteira, em 1777 foi assinado o tratado de Santo Ildefonso, estabelecendo as fronteiras no Rio Guaporé-Mamoré.
Mas antes disso, em 1559, holandeses se estabeleceram com fortificações no encontro do Xingu com Amazonas quando fizeram contato com os índios e mantiveram plantios de cana-de-açúcar e tabaco. Em 1610 encontraremos fortificações inglesas na foz do amazonas. Em 1612-15 os portugueses lutaram contra os franceses no Maranhão. Essa é a razão pela qual Francisco Caldeira C. de Barros fundou o Forte Presépio, originando a cidade de Belém. Em 1624 foi criado o estado do Maranhão e Grão-Pará. E com Pedro Texeira foi firmada e consolidada a presença portuguesa na região norte.
Esses tratados e avanços dos bandeirantes definiram fronteiras, mas a ocupação de fato só passou a acontecer com o estabelecimento de missões religiosas, principalmente as dos jesuítas e ação do padre João Sampaio que em 1728 fundou um núcleo entre as cachoeiras de Santo Antônio e a foz do Rio Jamari. Antes disso, em 1669-72 os padres Manoel Pires e Garzoni Fizeram contato com os tupinambaras e fundaram uma aldeia perto da foz do rio Madeira, originando a localidade de Parentins. Essa presença Jesuítica se deu tanto do lado Português como espanhol. A constatação da presença dos religiosos foi feita pela expedição de Palheta.
Em 1734 os irmãos Arthur e Fernando Paes Barros encontram ouro no vale do Guaporé, fato que atraiu muita gente. Em função disso a coroa mandou D. Antônio Rolim de Moura para ocupar a região. Dessa missão nasceu o distrito de Pouso Alegre (1743) que 3 anos depois passaria à categoria de município com o nome de Vila Bela da Santíssima Trindade. Essa localidade veio a ser a capital da então capitania do Mato Grosso criada em 1748 e instada por Rolim de Moura em 1752. entretanto a mineração não foi frutuosa na região do Madeira-Guaporé-Mamoré, como se pode constatar pela ausência de povoações que tivessem se formado e permanecido ao redor de pontos de mineração. Ou seja, nos tempos coloniais, a mineração na região de Rondônia não foi significativa.
A presença castelhana na região amazônica ameaçava a soberania portuguesa e por essa razão em 1733 um alvará real proibia a navegação no rio Madeira. Somente em 1759 o conde Rolim de Moura ordenou ao juiz de fora Teotônio Gusmão a fundação do povoado de Nossa Senhora da Boa Viagem do Salto Grande (cachoeira do Teotônio). As relações entre Portugal e Espanha, por causa das fronteiras, e das riquezas que se sonhava presentes na região, sempre foi animosa, pois ambas as nações avançaram pelo território da outra. Essa é uma das explicações das varias fortificações que se podem ver ao longo da fronteira oeste brasileira. Cabendo um destaque para o forte Príncipe da Beira, (projetado por Domingos Sambucetti, que morreu de malária em 1780) edificado entre 1776 e 1783, mas, a bem da verdade, nunca concluído. Essa obra, como mais tarde a EFMM, custou inúmeras vidas colhidas pela fome, febres, epidemias e por ataques de índios.

sexta-feira, 30 de março de 2012

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